| Desde o final do
século dezenove, vários métodos para a produção de
imagens fotográficas coloridas foram propostos, mas nenhum
deles mostrou-se viável para trabalhos fora de laboratórios.
Basicamente, os procedimentos consistiam em cobrir uma placa
com emulsão de gelatina padrão (que registra apenas as
variações de luminosidade, ou seja preto, branco e tons de
cinza) com uma camada de gelatina tingida de determinada cor,
que filtrava os raios de luz. Após expor a placa, as áreas
do assunto fotografado que t�m a mesma cor que a emulsão
tingida ficam mais claras, ao passo que áreas com cores
opostas ficavam mais escuras, do mesmo modo que as áreas
menos iluminadas. Assim, fotografando um objeto imóvel
várias vezes, com placas tingidas com cores primárias (magenta,
ciano e amarelo), além de uma placa sem nenhum tingimento,
podia-se revelar sobre o papel os negativos em banhos
separados com químicos pigmentados nas mesmas cores dos
negativos. A combinação das cores primárias formava assim
uma imagem colorida.
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Exemplo
da formação de uma
imagem colorida a partir de
suas cores primárias.
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Em 1914 a revista National Geographic foi a primeira a
publicar fotografias coloridas, mas o processo ficaria � margem da
fotografia até os anos de 1930, por ser extremamente trabalhoso e
caro.
O domínio da cor na fotografia e sua utilização no dia-a-dia
tornaram-se realidade em 1935, quando a companhia fotográfica
norte-americana Kodak desenvolveu o processo Kodachrome, que
reunia em uma única película de emulsão todas as camadas de
material sensível ás cores primárias. Estas camadas eram
compostas de materiais de diferentes composições, que permitiam a
revelação da mesma película com banhos diferentes para a
produção das cores primárias, formando a imagem positiva
colorida.
A Kodak utilizou toda a tecnologia de filmes que desenvolvera
para suportar os novos processos de fotografia colorida. O processo
Kodachrome foi aperfeiçoado e logo foram desenvolvidos os negativos
coloridos, chamados de Kodacolor. Em pouco tempo o processo colorido
e os rolos de filme passaram a ser produzidos por companhias de todo
o mundo e a fotografia em cores inundou revistas, out-doors, livros,
jornais e álbuns de família.
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